segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sometimes

Agora eu quero ir atrás do que me faz feliz. Seja lá o que for, mas é disso que preciso. Preciso de calma, de ânimo. Preciso esquecer seu rosto com facilidade, com tranqüilidade.
Não, não é uma fantasia. Sei que isso pode ser real e uma hora será. Apenas queria que fosse mais rápido.
Eu mereço a felicidade! E você não tem o direito de tira la!
Andar pelo campo, pular na piscina, observar tudo o que está ao meu redor. Paz. Sem nuvens. Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Você vem comigo?
Quero correr, mas quero olhar para trás e ver que você está comigo. Quero compartilhar com você. E quando estiver sentado ao seu lado, mesmo que em silêncio, quero poder olhar nos seus olhos e ver o pôr do sol.
Não quero a perfeição, não quero a sobriedade. Quero o discernimento. Quero uma memória fraca. Aliás, quero a sinceridade. Você pode me dar ou estou pedindo demais?
Estou atrás de algo sério, não de brincadeira. Não tenho tempo a perder.
E então: você vem comigo?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sexuality

De onde você vem? Aliás, quem é você? Qual o seu nome, qual sua história? Como chegou até aqui? Como me encontrou? Por que nossos caminhos se cruzaram? Os seus gostos e manias são os mesmos que os meus?
O coração bate forte, as mãos não param de tremer e o suor escorre por todo o meu corpo agora.
Ansiedade. Medo da decepção. Medo? Esta era a única palavra que não passara pela sua cabeça em momento algum. Tensão. Tesão. Curiosidade. Me conte sua vida toda em uma hora e meia e quatro garrafas de cervejas.
Frio, vento gelado. Calor, camisa suada.
Entre no meu carro, vamos dar uma volta. Me mostre onde você mora. Na verdade, me leve até o seu quarto e não me tire de lá até conseguirmos aquilo que nós dois queremos.
O suor fazia destacar ainda mais o perfume. A sensação de que tudo aquilo era proibido nos excitava ainda mais.
Me abraça! Mais forte...
Guarde esta noite para sempre em sua memória. Foi bom para mim e para você.
Amanhã? Não vai dar.
Aliás, adeus.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Um passo de cada vez

Sempre mais e mais pressa, mas nada sai do seu lugar. Nada muda, não adianta o quanto eu me esforce para faze lo. Não considero inválido, pelo contrário, toda luta é válida.
Hoje a questão é essa: dar um passo de cada vez. Pra que a pressa? Tudo acontece naturalmente, é como aprender a voar ou se apaixonar: vai acontecer quando tiver que acontecer.
Às vezes nos sentimos frustrados por sermos tão impacientes, por sermos obrigados a esperar. Mas não há o que fazer: apenas esperar.
Talvez o segredo da tal felicidade esteja aí: dar um passo de cada vez. Saber por onde estamos andando e andar sem pressa (não há necessidade de correr).
Um passo de cada vez, assim como uma criança que está aprendendo a andar ou como uma pessoa de idade que já deu vários passos, enfim, cada passo, se é por amor, tem mais valor. Um passo a mais nunca será demais, um passo seguindo em direção de outro coração que espera pela sua mão. Depende de você. Do seu querer.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Blackout

Todo o encantamento que existia caiu dentro de uma cova e foi enterrado. Não conseguia entender o motivo de tantas mentiras e tantas cenas e falas ensaiadas. Houve algo de sincero em algum momento em que estiveram juntos? Nada mais fazia sentido.
Agora, era mais uma página virada, mais um capítulo lido, mais uma temporada encerrada, uma turnê que chegava ao fim. Já estava na hora de gravar outro cd, seu público pedia um single novo.
O passado se fez presente por algum tempo, mas não seria futuro nunca mais.
Olhava as fotos que guardou de recordação. Sentia vontade de mantê-las guardadas, só não tinha certeza se isso seria correto. Nunca temos certeza do que é correto ou não, porém sentia se muito machucado com o que fizeram com ele. Acontece que agora uma vacina lhe foi dada e a cura foi mais rápida. É que faltava alguma coisa ainda. Sentia vontade de gritar!
“Eu já previa isto. É tão típico!”, pensava consigo mesmo. “Não imaginava outra atitude sua”.
A única coisa que não admitia era a falta de sinceridade. Além das mentiras, havia uma falta de coragem. Mas desta vez não sentia raiva, sentia alívio. Mais uma vez viu que aquilo não era pra ele.
Mais uma vez lhes peço, meus caros: não tenham medo de arriscar! Não tenham medo de falar! Sentiu vontade, faça! Vem do coração? É sincero? Vá em frente!
A vida é curta, o tempo passa. E quando você chegar lá na frente e quiser se arrepender disso tudo que você não fez... infelizmente, você não terá esse direito. Afinal, você não fez. Você não arriscou.
Não seja covarde, não seja banana, não seja patético. Arrisque mais, viva mais e faça tudo do seu jeito!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Meu caminho

Caminhando sozinho, olhando a linha do horizonte que se faz no caminho do trilho do trem. Um sol escaldante queimando a minha nuca, fazendo o suor escorrer cada vez mais depressa pelo meu rosto.
Lembranças são tudo o que carrego agora. Sinto as como uma bagagem pesada, como se tivesse voltado de uma longa viagem.
E tudo isso poderia me deixar cansado ou até mesmo triste. Mas hoje não.
Hoje me apoio nas lembranças boas para seguir meu caminho. É claro que às vezes tropeço em algumas cicatrizes, isto é inevitável.
Acontece que o caminho se faz caminhando. Um dia ouvi essa frase, mas só hoje ela fez sentido.
Só hoje. Enquanto eu caminhava. Sozinho.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

I'll remember you

E então sua mão passou pelo pescoço dele. Enfim, o tão esperado momento! Sabia que quando conseguisse chegar a este ponto, tudo estaria completo. Engano seu, terrível engano. Só o que restou foi o perfume em sua mão direita. Sua lembrança que por alguns minutos, aliás, por algumas horas, se fez eterno. Lembrava daquele momento como... como se fosse a última vez que pudessem estar juntos. Não, isto não pode ser! Queria repetir aquele momento, na verdade aquela noite, por várias vezes. Já algum tempo que não se sentia assim.
Agora então algumas coisas faziam sentido. Outras, já nem tanto. Que diferença faz... A única coisa que lhe incomodava era a confusão que criara em sua cabeça. Seria isso certo? Por que parecia tão errado? Não podia ser...
Lembranças, vontade de voltar no tempo e mudar a história, um pouco de angústia, semi lágrimas em seus olhos.
A única coisa que conseguia fazer era balançar sua mão em frente ao seu nariz, fazendo com que aquele perfume, agora já suave, chegasse ao seu nariz, trazendo lembranças.
Mais uma vez grande confusão interna. Por que tudo aquilo? E por que agora? Muitas vezes não nos cabe o questionamento, e sim a aceitação. As coisas acontecem porque devem acontecer e pronto!
E pensar que talvez TODAS essas emoções pudessem tornar se APENAS lembranças novamente. Era tudo o que não queria. Precisava disso tudo. Queria isso tudo. De novo. E pra sempre.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Tonight leave me alone

Sinto muita cobrança do mundo hoje em dia. Logo eu, que não gosto de dar satisfações, hoje quero privacidade. Quero o direito de emudecer, de guardar para mim as coisas que estão acontecendo. Ou, no máximo, comentar o que eu quero com quem eu quero. É um direito meu, certo?
Gosto de ficar no meu quarto, quieto, relembrando as coisas que vem acontecendo comigo. Aliás, na minha vida as coisas acontecem muito rápido. Mais rápido do que o normal. Tão rápido que às vezes não tenho tempo para digerir algumas dessas coisas.
Não reclamo do que acontece, mas sim de como acontece. Queria ter mais tempo pra pensar, e ter certeza nas minhas atitudes.
Não adianta mais pedir para o mundo parar que eu quero descer, pois definitivamente isto nunca irá acontecer. Mas confesso que vontade não me falta.
Sei que lá fora tem um mundão enorme que preciso percorrer, tem um sol brilhando pedindo o meu sorriso. Mas hoje não. Hoje preciso do meu quarto. Do meu mundo. Mergulhar profundamene nos meus pensamentos.